Coisas de Abrantes, da comunicação e o que mais se verá. Receptivo a comentários desde que respeitadores.
Sábado, 25.07.09
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Quarta-feira, 22.07.09

 

O empreendimento de painéis fotovoltaicos e torres eólicas, representando um investimento de 850 milhões de euros e a criação de 1.800 postos de trabalho, 300 dos quais serão engenheiros e investigadores vai instalar-se em Concavada, Abrantes.
O Projecto Integrado de Energia Solar (PIES), investimento da empresa “RPP Solar”, vai agrupar toda a cadeia de produção de energia solar. Será a primeira fábrica no país integradora na área do fotovoltaico, produzindo na íntegra todos os componentes do painel solar. O investimento será distribuído por sete diferentes unidades de produção, nomeadamente painéis fotovoltaicos, painéis térmicos, células, “wafers” e silício de grau solar, pelos centros de distribuição e por um Centro de Investigação e Desenvolvimento. Este Centro terá uma equipa permanente de 50 engenheiros especialistas e investigadores no domínio da energia fotovoltaica.
A produção de painéis fotovoltaicos de última geração, painéis térmicos e silícios de grau solar destina-se fundamentalmente (90%) a exportação. Além da criação de riqueza para Abrantes, a região e o país, o projecto irá contribuir para baixar as importações nesta área de negócio, para reduzir a dependência energética do país e colocar Portugal no mapa dos grandes produtores mundiais de energias renováveis e limpas. O PIES irá utilizar processos produtivos e tecnológicos inovadores, através de parcerias nacionais e internacionais. Utilizará tecnologia da Siemens e terá como parceiro, entre outros, o LNEG - Laboratório Nacional de Energia e Geologia (ex. INETI) e a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.
A nova unidade ficará instalada num terreno de 82 hectares, com uma área de implantação de 16 hectares, próximo da área da Central Termoeléctrica do Pego.
A escolha do investidor recaiu sobre Abrantes porque a Autarquia criou condições favoráveis à sua instalação, mas também pela proximidade ao rio Tejo, uma vez que a água vai ser necessária à refrigeração do fabrico de painéis solares; a proximidade às acessibilidades e a vizinhança com a Central do Pego, já que a unidade poderá vir a aproveitar o vapor que esta unidade expele para a atmosfera. O investidor, o empresário Alexandre Alves, afirmou que o investimento «vai desenvolver-se em quatro fases, ao longo de três anos, sendo que a primeira fase implica um investimento de 100 milhões de euros, 400 postos de trabalho e deverá ser executada até ao final do ano, permitindo que a fábrica comece imediatamente a laborar». O empresário acrescentou que: «Em três anos queremos estar em velocidade cruzeiro, a produzir 700 megawatts de energia com painéis em linha, ter um volume de facturação de mil milhões de euros e estar no grupo dos cinco maiores produtores de energia limpa do mundo.»
 
Aqui há Sol!
Aqui vão nascer energias renovávies e limpas.

 

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Segunda-feira, 20.07.09

"Escrever é usar as palavras que se guardam: se tu falares de mais, já não escreves, porque não te resta nada para dizer."

 

"Tudo o que se diz de desnecessário é estupido, é um sinal destes tempos estúpidos, em que falamos mais do que entendemos."

 

Acabei de ler Miguel Sousa Tavares, "No teu deserto". Recomendo!

Que forma fantástica de utilizar as palavras.

Deslumbrada, mas não, não escrevo cartas. De resto, não me lembro de algum dia ter escrito alguma. Embora escreva e ame as plavras.

 

Não se esqueçam de ler este "quase romance" do Sousa Tavares.

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Segunda-feira, 13.07.09

 

 

Mia Couto apresenta, no dia 21 de Julho,  às 21h30, na Biblioteca Municipal António Botto, o seu último livro. Jesusalém é seguramente a mais madura e mais conseguida obra de um escritor no auge das suas capacidades criativas. Aliando uma narrativa a um tempo complexa e aliciante ao seu estilo poético tão pessoal, Mia Couto confirma o lugar cimeiro de que goza nas literaturas de língua portuguesa. A vida é demasiado preciosa para se esbanjada num mundo desencantado, diz um dos protagonistas deste romance. A prosa mágia do escritor moçambicano ajuda, certamente, a reencantar este nosso mundo.

 

Acerca do autor:


Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista. É professor, biólogo, escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que destaca a nomeação, por um júri criado para o efeito pela Feira Internacional do Livro do Zimbabwe, de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX), foi galardoado, pelo conjunto da sua vasta obra, com o Prémio Vergílio Ferreira 1999 e com o Prémio União Latina de Literaturas Românticas 2007. Ainda em 2007 foi distinguido com o Prémio Passo Frundo Zaffari & Bourbon de Literaruta pelo seu romance O Outro Pé da Sereia.

 

Que honra poder rever Mia Couto, em Abrantes.

 

Ouvir aqui entrevista do jornalista Ricardo Alexandre, na Antena 1

 

publicado por ruadabarca às 12:45 | link do post | comentar | favorito
Domingo, 12.07.09

 

 

 

 

 

Entrevista e textos: Fernanda Mendes

Fotos: Fernando Baio

Entrevista publicada no Boletim Municipal "Passos do Concelho", nº 73

Aos 4 anos já tocava piano, chegando a interpretar horas a fio e a levantar-se de madrugada para se entregar à paixão da música. Com 15, especializava-se em acordeão, na vertente da música erudita. Em Abril de 2009, por um dia, foi herdeiro de “Bach” e, como solista, subiu ao palco do Centro Cultural de Belém. Aos 18 anos, André Teixeira é considerado um dos melhores acordeonistas de música clássica em Portugal, tendo granjeado prémios nacionais e internacionais. Nasceu e cresceu em Abrantes no seio de uma família de músicos e já projectou o futuro, do qual não pretende desviar-se. É um jovem com um talento subtil mas sempre incisivo, que tanto compõe música para os poemas de António Botto como sobe ao palco para interpretar recitais, como solista ou integrado em grupos de câmara. Aluno do ensino secundário e do conservatório, ainda arranja tempo para integrar as Bandas de Abrantes “Hyubris” e “Kwantta” e a interessar-se por outras formas de cultura. É obra! 

 

Aos 4 anos já tocavas piano. De onde veio esse gosto pela música?

André Teixeira:Eu já nasci em ambiente musical, porque os meus pais estão ligados à música e isso contribuiu para a minha educação musical. Aos 4 anos comecei a aprender a tocar piano e toquei até aos 10. O meu pai, que é professor de música, Acácio Teixeira, é que me ensinava. Nunca vi na música uma obrigação, foi sempre um gosto muito grande. Pela educação que tive, passei a conhecer muitas obras. Em criança já ouvia muita música clássica e jazz. Sempre gostei muito de Mozart. É o primeiro compositor que me lembro de gostar. Lembro-me de uma vez ter visto o filme “Amadeus” e vi na figura de Mozart um reflexo (risos). Quando era miúdo, houve alturas, quando estava de férias, em que chegava a tocar 8 horas seguidas. Ás vezes, acordava às 06h da manhã para ir tocar e não deixava os meus pais dormirem. A prática da música acompanhei-a sempre com a parte teórica. Sempre soube ler uma partitura, mesmo antes de saber tocar. O conhecimento teórico andou sempre ao lado da prática. 

 

Com 10 anos o André ingressou para o Conservatório de Lisboa para aprender a tocar Acordeão. Acordeão, porquê, se tu gostavas era de piano?

André Teixeira: Foi uma escolha que me acompanhou até hoje e que foi tomada no momento. É uma história interessante! Uns dias antes tinha visto um concerto com um acordeonista de música clássica e fiquei deslumbrado. Quando me fui inscrever, apareceu-me um professor com um acordeão e disse-me “tu não te vais inscrever em piano, mas sim em acordeão”. Assim foi, inscrevi-me e lá estive até ao 7º ano de conservatório. 

Como é que se estuda acordeão na vertente dos clássicos, da música erudita?

André Teixeira: Como o acordeão, enquanto instrumento de clássicos, ainda não está muito desenvolvido ao nível da pedagogia, a nossa formação inicial é mais virada para a música ligeira e popular. Mas, vai-se criando um certo gosto pelos clássicos e começa-se a transcrever obras de Mozart, Bach, Beethoven e chegamos ao ponto em que começamos a desenvolver o acordeão como instrumento clássico. 

 

Agora estás no Conservatório Regional de Castelo Branco. Porquê?

André Teixeira: Porque quero fazer um curso superior em Castelo Branco. É lá que existe o único curso superior nesta área. Quero ir-me adaptando à cidade, que tem uma tradição cultural e bom ambiente musical. No conservatório de Castelo Branco o meu orientador é o professor Paulo Jorge Ferreira que é muito conceituado nesta área do acordeão. É um importante compositor, talvez dos mais prestigiados em Portugal e no estrangeiro. Tem participado em concertos de música de câmara, actuando com músicos conceituados como a pianista Maria João Pires e o Maestro António Victorino d’Almeida. Tem obras que estão a ser tocadas por muitas orquestras e grupos de canto.  

 

Como é que se consegue perceber a receptividade do público? Pelas palmas?

André Teixeira: O momento em que se toca é um momento intimista. A reacção do público só se tem no final da actuação, através dos comentários. Acho que quando toco me desligo do mundo real e entro no sensorial. Depois, voltamos ao real, há as palmas e isso constitui momentos únicos. No fundo, a música não são só notas. Para um bom músico não basta pegar numa partitura e tocar aquilo que lá está. O bom músico tem de trabalhar. Ele pode ter uma técnica formidável, ser muito rápido e isso não sensibilizar o público. O que tem de fazer é dar alma à música. Por exemplo, para tocar Bach não é chegar ali e tocar. Tem de se ter uma certa ideia da arquitectura, da pintura, da escultura barroca. Ou seja, quando se toca pensa-se no enquadramento da época. 

 

Recentemente passaste a integrar duas bandas de Abrantes: Os “Hyubris” e o “Kwantta”. Como é que o som de acordeão, na versão clássica, se enquadra na música de cada uma dessas bandas?

André Teixeira: Tem a ver com a inserção do acordeão num tipo de música à qual eu não estava habituado. Mas, consigo ter uma boa relação com todos os elementos, quer de uma quer de outra e leva-me a ter um melhor rendimento. No caso dos “Hyubris”, é um prazer porque é uma das melhores bandas da região e a voz da Filipa é uma grande voz. Estou a compor com e para eles. Acho que me integrei bem no grupo e, enquanto eles me quiserem, estou disponível para continuar. Quanto ao “Kwantta”, também estou a compor para a Banda, que está numa fase muito boa, fazem boa música e está a dar frutos. É um estilo diferente mas também muito interessante e dou-me muito bem com o grupo. Basicamente, eles tocam o que já tocavam e eu é que tenho que me “desenrascar” (risos). Estou a brincar! Agora a sério, eu acho que o acordeão é dos instrumentos mais versáteis que existe. Eu posso pegar no acordeão e tocar música clássica, rock, jazz ou uma música popular. O acordeão está muito ligado à música popular, embora não seja o estilo que eu mais domine. Portanto, a integração nesses dois projectos correu normalmente e está a resultar bem. Não tinha projectado isto, aconteceu através de convites que fui recebendo. Tenho facilidade em integrar qualquer estilo musical. 

 

 

Como é que o público de Abrantes te recebe? 

 André Teixeira: Acho que cada vez mais sou bem recebido na minha terra. Acho que estou a ter aceitação. Tenho ouvido alguns comentários positivos e as pessoas vão-me conhecendo e é sempre um prazer tocar em casa. Abrantes é uma cidade que a nível desportivo e cultural tem tradição. A nível de música clássica, acho que não se acentua essa tradição. Eu considero qualquer concerto de música clássica sempre um momento importante. Acho que falta uma cultura de música clássica. Já houve um ciclo mas perdeu-se um pouco. Compreendo que às vezes existam concertos de música mais clássica, aos quais o público não adere, e isso tem a ver com uma certa cultura e com um processo de educação. Acho que se deve persistir porque as pessoas vão-se habituando. Não é só aqui que isso acontece. 

 

Sabemos que dás muita importância à composição e que compões com frequência.

Para quem é que gostavas de compor?

 

André Teixeira: Gostava muito de compor para mim, mas não sou capaz de tocar aquilo que componho (risos). Gostava de compor para muita gente, sobretudo no campo de intérpretes da música erudita, por exemplo para um grande grupo de câmara português, os “Opus Ensemble”. Em breve vai estreia uma peça que escrevi para o “Trio Accordarchi”. Também vou compor para o “Trio Desconcertante”, outra grande revelação da música portuguesa. Vão sempre aparecendo pessoas interessantes para quem é um prazer compor. Gostava de compor para orquestras e quero fazer coisas integrado como solista. 

 

Estudas música uma média de 30 horas por semana, 5 horas por dia, tens o estudo do ensino secundário, e tens tempo para outras actividades?

André Teixeira:

Claro! Sou um jovem como os outros, saio com os amigos, leio e oiço música. É que, para além de tocar música, gosto de estar bem informado. Por exemplo, ao nível da música, antes das novidades saírem tento inteirar-me das coisas. Faço muita pesquisa na Internet e leio muito sobre arte. Gosto da cultura em geral, de pintura, de arquitectura e de literatura. Gosto de sair com os amigos e faço o que os jovens da minha idade fazem.

 

 

 

 

 

 

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Sábado, 11.07.09

 

A Federação Portuguesa de Cineclubes vai ter sede em Abrantes. A decisão de deslocalizar a sede do Porto para Abrantes fica a dever-se ao bom posicionamento geográfico da cidade em relação ao território nacional e com o interesse e bom acolhimento da Câmara Municipal.

Para além de capitalizar iniciativas de cariz nacional, a autarquia entende que a presença da Federação será uma mais-valia cultural para o Concelho, enquadrando-se em toda uma dinâmica local na vertente cinematográfica, nomeadamente através dos projectos desenvolvidos pelo cineclube Espalhafitas, com o apoio da câmara, na área do cinema de animação, particularmente no contributo que tem dado para a formação de novos públicos ( de entre os quais se destacam as actividades que envolvem escolas do concelho), assim como a dinamização da licenciatura de Cinema e Vídeo da Escola Superior de Tecnologia (ESTA). Importa ainda salientar que esta decisão acontece no ano em que se assinalam os 100 anos sobre a primeira sessão de cinema em Abrantes.

 

publicado por ruadabarca às 01:34 | link do post | comentar | favorito
Sexta-feira, 03.07.09

Li aqui

Será?

publicado por ruadabarca às 20:52 | link do post | comentar | favorito

 

Ai, a memória é uma coisa mesmo chata...

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publicado por ruadabarca às 03:19 | link do post | comentar | favorito

comentários das redes sociais que gostei de ler:

Dois dedos valem mais do que mil manifestações

 
O PCP andou, durante quatro anos, a organizar manifestações e protestos. 100 mil professores na rua, polícias a atirar com os chapéus, mais de 50 mil cartões vermelhos mostrados ao Tribunal Constitucional, outros milhares de militantes nas ruas, os gritos nas festas do Avante, os protestos nos primeiros de Maio e tanto barulho para nada. Bastaram dois dedos - dois únicos dedos - e caiu um ministro.
 

A Soares o que é de Soares

 
A esperteza saloia do Bloco de Esquerda já deu nisto: a página esquerda.net relaciona a má criação de Manuel Pinho como dirigida à bancada dos bloquistas. O gesto é feio, é certo, digno de qualquer tasca, mas pretendia insultar o líder parlamentar do PCP, Bernardino Soares. Aquela velha táctica de apagar fotos também serve para acrescentar factos.
 
Emidio Fernando no correiopreto
 
 
O que ninguém sabe e que Bernardino Soares disse a Manuel Pinho
Toiro lindo! Oi, toiro liiindo!
 
Sofia Bragança
Era a última oportunidade de Sócrates

Pois. Os corninhos.

Deixemos lá a coisa de lado, aproveitemos e deixemos também as análises psico-politico-explicativas e outras tretas similares.

Estou ansiosamente à espera de elogios à humildade democrática de Pinho e Sócrates, da prontidão da decisão, piruetas à volta da sensatez da decisão. Só que a coisa resume-se assim: Pinho lixou o PM pela última vez, o minimo que se lhe exigia era que se sacrificasse.

 
Afonso Azevedo Neves no 31 da armada
 
 

O governo não conseguiu pegar a crise pelos cornos.

 Só mais uma dúvida: porque é que a imprensa portuguesa - e logo a de um país de toureiros - evita a palavra "cornos"? Será por sermos muito religiosos e os "chifres" terem uma conotação mais diabólica?

 

 

Será que já são os homens do marketing do PS a trabalhar e o velho punho do símbolo do partido vai esticar o indicador e o mindinho a fazer corninhos aos portugueses?


Paulo Pinto Mascarenhas no abc do PPM

 

 

Nota da autora do Blog:
Continuamos campeões na criatividade literária.

 

 

 

publicado por ruadabarca às 02:54 | link do post | comentar | favorito
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